amore a prima vista (volpini italiani e altro)

1 mag 2015

Porque começar o 1° de Maio........

Sou por natureza uma otimista, quando vi o "spot" publicitário do EXPO de Milão, achei ele muito bonito. Os primeiros sentimentos sentidos foram: olha a maravilha que nos proporciona este planeta Terra. Quantas populações, quantas culturas, quantas magnificas diversidades. O rosto das pessoas que se encontram no "spot" são bonitos, a arquitetura dos pavilhões de cada nação são a melhor expressão deles. Estão presentes 145 países, o tema "Nutrir o Planeta, Energia para a Vida" parece que saiu de um livro de fabulas. Imagino a felicidade do primeiro visitador comum, provavelmente o primeiro de 20.000.000, que entrou hoje as 10.00 da manha..... Milão esta em festa. Ontem a noite Andrea Boccelli deu inicio ao Expo com um concerto na praça da Catedral. Ao meio dia o Papa Francisco fez um discurso em direta, um desfile de políticos (Deus nos livre) rindo com a boca aberta até as orelhas, estilistas como Armani, desportistas e o melhor que proporciona a sociedade italiana esteve presente. As 18.00 horas os sinos da cidade vão tocar e nas varandas da Catedral vai ter um concerto. No Teatro La Scala  vai estar em encena  "Turandot" de Puccini, que será transmitido aos
prisioneiros da cadeia San Vittore de Milão. O regista Ermanno Olmi fez um documentário de doze minutos "O planeta que nos hospeda" que será transmitido todos os dias no espaço Slow Food Theater no Expo, lembrando as riquezas e as misérias do nosso planeta. Pois é, isto que no final me faz pensar.... a quantas misérias, e quantos miseráveis. Este planeta jamais vai dar conta da população que cada dia aumenta, pede comida e bens, muito dos quais fúteis. Para lidar com esta necessidade poluição, desmatamento, e a consequência que deriva só poderá trazer destruição. Inútil brincar de roda-roda, é necessário uma politica mundial de controle da natalidade, uma escolarização que dentro das varias matérias considere a preservação da natureza, e o respeito de todas as espécies. A vida neste planeta, como na vida de cada um de nos, é um pequeno anel de uma corrente bem comprida, e se não queremos interromper antes do devido temos que modificar de vez este percurso.